Documentário de cineasta cearense é selecionado para grandes festivais

27/08/2015 13:00

O documentário “Negro lá negro cá”, do cineasta Eduardo Cunha, já foi selecionado para oito exibições e dois festivais nacionais.

 
Eduardo Cunha é formado em Publicidade e Propaganda pela Unifor e apresentou o documentário “Negro lá negro cá” como Trabalho de Conclusão de Curso (Foto: Divulgação/Thaís Mesquita)Eduardo Cunha é formado em Publicidade e Propaganda pela Unifor e apresentou o documentário “Negro lá negro cá” como Trabalho de Conclusão de Curso (Foto: Divulgação/Thaís Mesquita)

Eduardo Cunha, recém-graduado em Publicidade e Propaganda pela Unifor, teve seu Trabalho de Conclusão de Curso, o documentário "Negro lá negro cá", selecionado para diversos festivais e exibições. Ao todo, são oito exibições (Mostra à Luz da Prata, do Centro Cultural Banco do Nordeste; Grupo de estudos Tensões Raciais Contemporâneas, na Universidade Federal do Ceará, XV Encontros de Cinema de Viana, em Portugal; VII Mostra Unifor de CinEMA, festival da própria Universidade de Fortaleza que visa incentivar a criação audiovisual; Quarta Cultural, na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira; Semana Cultural Africana, da Universidade Federal do Ceará; Academia Afrocearense de Letras, AAFROCEL e no programa Diário de Cinema da TV Diário) e duas seleções: para o 5º Sercine – Festival Sergipe de Audiovisual que acontece em outubro deste ano, no qual o documentário foi escolhido dentre 300 inscritos, concorrendo agora com 25 na categoria a qual pertence e para o Festival "Visões Periféricas", que acontece no Rio de Janeiro, em agosto deste ano.

"Negro lá negro cá" retrata a visão de quatro imigrantes africanos residentes em Fortaleza que têm de lidar com o preconceito e a discriminação racial por parte da sociedade, que muitas vezes apresenta de forma sutil a opressão da qual é detentora."Eu não poderia deixar passar essa oportunidade de fazer um documentário voltado exclusivamente a esse tema. É um assunto complicado porque as pessoas agem de determinada forma sem conhecer ou perceber o quanto o racismo é presente na gente", observa o jovem cineasta.

Inicialmente, Eduardo pensou seu TCC como uma pesquisa fotográfica, mas com a ajuda do professor orientador Wilton Martins e de amigos do coletivo audiovisual 202B, acabou por mudar o viés de produção, traçando, através da atividade documental, uma proposta de pensar o cotidiano mais criticamente. "O filme apresenta técnica, estética e muita sensibilidade. Mas as histórias que revelam o preconceito vivido por imigrantes africanos numa das maiores capitais do Nordeste brasileiro são a maior relevância do trabalho. Por isso, penso que uma das principais responsabilidades da academia é realizar trabalhos como esse, que contribuem com as discussões para melhorar a nossa sociedade.", enfatiza o professor Wilton.

Eduardo pretende continuar trabalhando com propostas que contemplem temas sociais e agora está focado na produção de "Becco do Cotovelo", documentário que mostra a movimentação de um lugar tradicional e conhecidíssimo no centro da cidade de Sobral, mas continua envolvido na repercussão de "Negro lá negro cá", filme que apresentou o jovem diretor ao país.

Sobre  o "5º Sercine"
O festival como principal proposta estimular as produções audiovisuais nordestinas e universitárias, disseminando a identidade cultural e valorizando a experimentação de novas linguagens para a sétima arte, além de divulgar a produção independente.

Sobre o "Visões Periféricas"
Pioneiro no Rio de Janeiro, o projeto articula audiovisual, educação e tecnologias para ampliar o universo de expressão e percepção estética das múltiplas periferias brasileiras. Durante os dias em que acontece, o festival recebe e promove o encontro entre filmes e diretores de diversas partes do país e continente.

'Negro lá negro cá' retrata a visão de quatro imigrantes africanos residentes em Fortaleza que têm de lidar com o preconceito e a discriminação  (Foto: Divulgação)'Negro lá negro cá' retrata a visão de quatro imigrantes africanos residentes em Fortaleza que têm de lidar com o preconceito e a discriminação (Foto: Divulgação)
 
 
 
 
 
 
FONTE(https://glo.bo/1SMzSkJ)

 

 

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